Aventura na Campus Party Brasil 2011

Arena da Campus Party Brasil, vista da Campus Media (Foto: Matheus Misumoto)

Há pouco mais de uma semana estive em São Paulo, na Campus Party Brasil 2011. Já que não tive como assistir as palestras que me interessavam mais – e que irei assistir quando puder na Campus TV -, fui para matar a curiosidade de como é um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, além de assistir pelo menos a palestra do Kul Wadhwa (diretor da Wikimedia Foundation/Wikipedia) e fazer uma reportagem para o site TVTribuna.com.

O bacana da reportagem é que ela foi toda produzida via Mídias Sociais. Foi uma experiência acadêmica e profissional nova e até inesperada.

Tudo começou com uma sondagem de personagens, sem qualquer compromisso, na sexta-feira (21), via Twitter. Perguntei se havia algum seguidor do perfil da emissora que morasse na Baixada Santista pela Campus Party. E, para garantir que a mensagem chegasse aos campuseiros, perguntei para a assessoria de imprensa do evento se havia a possibilidade de um RT na mensagem na conta oficial.

Mensagem publicada no perfil da Campus Party no Twitter (Reprodução)

Com o sinal verde, combinamos a mensagem e eles publicaram no perfil da Campus Party no Twitter. Não demorou muito e vários campuseiros da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. Não deu outra. Troquei alguns tweets com alguns e, acabando o expediente, almocei e arrisquei executar a pauta por conta própria.

Algumas coisas como a distância do Metrô até o ponto de partida da van que a organização disponibilizou para os participantes irem ao Centro de Exposições Imigrantes – local da Campus Party -, a fila para entrar e o pequeno probleminha dos códigos de barras na credencial e na etiqueta do notebook (quando a tecnologia falha…) fizeram eu chegar mais tarde do que o previsto na Campus Media, local reservado para a imprensa. O fato de ser só uma área delimitada por placas de vidro no centro da arena dava a impressão de ser mais democrático do que uma pequena sala isolada com ar condicionado.

Mas, apesar do atraso, deu tempo de plugar o notebook na poderosa conexão de 10 Gbps e navegar por uns 10, 15 minutos. Ao ouvir que a palestra do diretor da Wikimedia estava prestes a começar, mandei uma mensagem avisando que estava por lá e que poderíamos nos encontrar após aquela atividade.

Pois bem, após uma hora e meia a palestra acabou e voltei para a Campus Media. Já estava ficando tarde – ainda tinha que voltar para Santos, ainda mais por causa do plantão no final de semana. Então marquei às 20h45 num orelhão laranja do lado da área de imprensa.

No horário combinado, apareceu o Coragem, de Guarujá. Conversamos um pouco, tirei algumas fotos. Alguns outros estavam em outras atividades do evento, e houve desencontro por tentarem localizar uma equipe de TV. Desencontros que seriam resolvidos se tivesse mantido um contato mais real-time, via celular ou conexão 3G durante a viagem ou no próprio celular. Mas no momento meu dumbphone estava sem crédito (#fail) e não tinha conexão a não ser que ficasse dentro da Campus Media com o laptop ligado. Vivendo e aprendendo…

Mas, como tinha gente que iria só no sábado – e não iria fechar a reportagem antes das 17h do plantão, combinei com o restante de manter contato via Twitter e e-mail. No final, participaram campuseiros de Praia Grande, Santos, Guarujá e de Registro.

Cheguei a Santos por volta das 23h30, já com a satisfação de ter feito algo participativo e bem interessante, que me fez refletir – já que meu foco acadêmico é  o jornalismo digital. Apesar de ter ficado só durante três horas no evento, e só ter assistido uma palestra, gostei bastante do que vi. Muito do que vi está relatado pelos entrevistados na reportagem. Quem sabe não estarei mais presente nas próximas edições?

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